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Por que um conceito como “ponteiros” em Ciência da Computação não evoluiu no genoma?


Vejo que o genoma contém grandes regiões de sequências repetidas chamadas de elementos intercalados ou dispersos. Os elementos de dispersão longa (LINHAS), como LINE-1, podem atingir até 6-8 kb de comprimento.

Eu me pergunto, dada a quantidade de repetição que ocorre nessas regiões, um sistema onde um ponteiro (como na programação de computador) existia não seria mais eficiente? Por exemplo, em vez de incluir uma LINHA, inclua uma sequência única de 5 pares de bases atuando como um ponteiro para essa LINHA. Um cromossomo separado (contendo uma cópia de cada LINHA) seria lido na posição correta assim que o ponteiro fosse lido.

Você acha que com tempo suficiente de evolução, tal sistema seria mais sustentável? Mais ou menos como usar uma linguagem funcional adequada em vez de Assembler na programação de computador, onde f (x) pode ser definido uma vez e acessado por meio de ponteiros, em vez de ser repetido muitas vezes?


Resposta curta: Já existem ponteiros dentro do genoma, em termos de elementos de transcrição (como sistemas repressor / ativador). Esses sistemas podem ativar remotamente um gene específico para transcrição com base nas concentrações de produtos químicos específicos dentro da célula.

O problema com os LINEs é que eles são considerados retrovírus antigos que perderam sua capacidade de infectar outras células, em vez disso, pulando dentro do genoma. Eles são, portanto, de natureza parasitária e se reproduzem inserindo várias cópias de si mesmos no genoma. Faz mais sentido pensar nos LINEs como retrovírus quase inativados.